quinta-feira, 21 de março de 2013

Carteiros interrompem entrega de correspondências em protesto contra assaltos na Zona Norte do rio de Janeiro

Segundo o Sintect/RJ, foram mais de 500 assaltos a funcionários dos Correios em um ano

Os cerca de 80 trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliar dos Correios, localizado no Riachuelo, zona norte do Rio de Janeiro, decidiram paralisar as atividades na manhã desta quinta-feira (21). Segundo o diretor do Sintect/RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro), André Ramos, quatro carteiros foram assaltados na última semana durante o serviço de entrega.

"É uma região que tem um histórico muito ruim de assaltos. Nós queremos uma providência. Quatro trabalhadores foram vítimas de violência na última semana e até agora ninguém fez nada", disse.

A paralisação acabou no início da tarde, após reunião com a direção dos Correios que, segundo Ramos, se comprometeu a aumentar o número de escoltas às viaturas que fazem o serviço de entrega. Em nota, os Correios informaram que mantiveram contatos com a Polícia Militar, tendo sido definidas providências de apoio ao trabalho realizado pelos carteiros do CDD Riachuelo. Sobre o aumento da escolta, no entanto, a empresa pública não se pronunciou, alegando que "não dá publicidade às medidas estabelecidas, por questão de estratégia de segurança".

Segundo o comando do 3ºBPM (Méier), esse tipo de convênio entre empresa pública e a PM é firmado através da Secretaria de Segurança Pública em um programa denominado Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança), em que policiais recebem remuneração extra trabalhando no horário de folga.  A Seseg informou, entretanto,  que recebeu uma equipe dos Correios interessados em implantar o Proeis  na escolta dos veículos para entrega de correspondências, mas a solicitação está  em fase de avaliação operacional pelos batalhões das áreas abrangidas, a fim de se constatar a viabilidade.

Em um ano, foram mais de 500 assaltos a profissionais dos Correios no Rio de Janeiro. Nesse mesmo centro, um trabalhador foi brutalmente agredido durante um assalto. Eu não vou esperar um trabalhador ser morto para fazer alguma coisa", disse.

fonte: uol.com.br

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