quarta-feira, 20 de março de 2013

Operários entram em greve nas obras da Norte Energia em Vitória do Xingu (PA)

Os trabalhadores lotados nas obras de mitigação da Norte Energia em Vitória do Xingu, cidade distante 45 quilômetros de Altamira, entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta segunda-feira.
 
Os empregados cobram o cumprimento da legislação trabalhista prevista na CLT, Convenção Coletiva e Contrato de Trabalho. Eles reclamam que direitos básicos estão sendo desrespeitados como o direito a “baixada” – tempo de visita a família – pagamento de Hora Extra, Vale Alimentação, além da liberdade sindical entre outras reivindicações.
 
A empresa responsável pela obra é a SA Paulista que ocupa hoje o 3º lugar no ranking paulista entre as empresas da construção civil e é contratada pela Norte Energia SA, empresa de parceira público privado responsável pelas obras de Belo Monte e pelas obras de condicionantes em Altamira e municípios próximos. 
Os operários a frente da paralisação afirmam terem estacando todos os canais de dialogo entre empresa e empregados. Segundo o profissional “Alberto” – o nome é fictício para não haver retaliação – desde o começo das obras os trabalhadores reivindicaram o direito a liberdade de escolher a qual sindicato se filiaria.

Os trabalhadores já se filiaram e pensam em realizar a contribuição voluntária ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Madeira e Construção Civil de Altamira – SINTICMA.

Porém a empresa impôs o desconto mensal indevido nos contracheques para o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Pesada e Afins do Estado do Pará – (SINTRAPAV) o mesmo sindicato que é altamente questionado pelos operários das obras da Hidroelétrica de Belo Monte.

Nós operários e operárias das obras de infraestrutura de Vitória do Xingu, estado do Pará, nos manifestamos em greve por tempo indeterminado por melhores condições de trabalho e remuneração.

Infelizmente os direitos básicos de um trabalhador estão sendo desrespeitados pela empresa, como o pagamento obrigatório de hora extra, horas intineres, baixada de três meses, ticket alimentação, liberdade sindical, eleição da Comissão Interna de Prevenção Contra Acidentes – CIPA, eleição do delegado de base além do cumprimento das regras de prevenção a acidentes.

Negamos-nos a permanecer nessa situação de total injustiça, assim como nos negamos a pagar o SINTRAPAV e não ter nenhum apoio, acordar cedo e chegar tarde do trabalho e não receber as horas intinere, trabalhar até mais tarde, além do sábado e não ganhar hora extra, deslocar de outros estados e não ter direito a visitar a família, assim como continuar conivente com o descumprimento da legislação trabalhista vigente na CLT, Convenção Trabalhista e no Contrato de Trabalho.

Esperamos que uma conciliação rápida com a empresa não demore e resolva os nossos problemas. Apostamos na força do diálogo e na força da união para vencer, assim como no apoio da comunidade.

fonte: cspconlutas.org.br

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