quarta-feira, 3 de abril de 2013

Médicos municipais entram em estado de greve em Araraquara (SP)


Após tentativa frustrada de negociação salarial com a Prefeitura de Araraquara (273 km de São Paulo), os médicos do município decidiram entrar em estado de greve nesta quarta-feira (3).

Atuam em unidades de saúde da prefeitura cerca de 240 médicos, segundo o Simesp (Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo).

Apesar do estado de greve, nenhum tipo de atendimento nas unidades básicas de saúde foi suspenso, segundo Matos.

A justificativa, de acordo com o sindicato, é que a proposta de incorporação de gratificação ao salário, que resultaria no salário base de R$ 5.096,92, não é favorável a todos os profissionais.

"Muitos médicos têm rendimentos maiores. Vários profissionais já ganham os R$ 5.000 propostos pela prefeitura, ou seja, inúmeros médicos não teriam reajuste nenhum", afirma o diretor-adjunto regional do Simesp, Ulysses Strogoff de Matos.

Segundo Matos, outras questões como a falta de contratação de mais médicos, compra de medicamentos, estrutura física e problemas na realização de exames não foram levadas em consideração durante a reunião.

"Foi um ponto positivo a prefeitura sinalizar a incorporação de gratificação ao salário", disse Matos. "Mas os médicos também querem boas condições de trabalho".

Segundo o diretor-adjunto, caso haja mais nenhuma negociação, estamos dispostos a entrar em greve.

O sindicato enviou um pedido de nova reunião com a prefeitura e aguarda uma data. A categoria também deve realizar uma assembleia até o final da semana para discutir as questões com os médicos.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura de Araraquara informou que "nunca se furtou de participar das negociações para reajustes salariais".

A administração afirma ainda que, em 2009, criou uma premiação financeira para médicos que cumprissem metas de trabalho, "possibilitando um aumento de 100% nos vencimentos desses médicos".

A prefeitura, ainda segundo a nota, considera que o recuo dos médicos nas negociações deve-se ao descontentamento de alguns profissionais quanto ao uso do ponto biométrico. Também diz que não voltará atrás da decisão de exigir o cumprimento da jornada mediante registro do ponto.

"A postura adotada por alguns médicos só prejudica futuras negociações para reajustes salariais e demais solicitações", diz a nota.

fonte: folhasp.com.br

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