quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Metroviários decidem nesta quarta-feira se mantêm greve prevista para amanhã


Audiência de conciliação entre o sindicato e a companhia, nessa terça-feira, resultou na decisão de que a empresa reapresentará, em 20 dias, propostas trabalhistas para a categoria

Metroviários decidirão, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, 3, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, se aceitam a sugestão da desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, para que não haja greve. A paralisação estava sinalizada para amanhã.
Metroviários de SP e empresa participaram de uma audiência de conciliação 02 de outubro 2012

Uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metroviários e o Metrô nessa terça-feira culminou na decisão de que a empresa reapresentará, em 20 dias, propostas trabalhistas para a categoria.

A tendência é que a diretoria da entidade oriente a categoria a suspender a greve. Isso para que não haja conflito com a própria Justiça, que prevê pena de R$ 100 mil por dia em caso de paralisação geral. 

A última paralisação do Metrô aconteceu em 23 de maio por motivos relacionados à atual pauta de reivindicações. Os metroviários exigem o pagamento da participação dos lucros e resultados em fevereiro em vez de abril, melhorarias na jornada de trabalho e equiparação salarial.

fonte: estadao.com.br

TRT propõe a metroviários suspender greve por 20 dias em SP
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) jogou um balde de água fria na intenção do Sindicato dos Metroviários de fazer, a partir de quinta-feira (4), uma greve da categoria.

A entidade --comandada desde 2010 pela Conlutas, braço sindical do PSTU, e membros do PSOL-- defende que os funcionários da estatal cruzem os braços para protestar contra mudanças nos critérios de pagamento da participação nos resultados da empresa, prevista para abril do ano que vem.

Em audiência nesta terça-feira, o TRT deu prazo de 20 dias para que sejam concluídas as negociações. O sindicato decide amanhã à noite se mantém a negociação ou se decreta greve a partir da meia-noite.

Caso ocorra, a greve pode ser usada politicamente contra o candidato do PSDB a prefeito, José Serra.

Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários, diz que a ameaça ocorrer às vésperas da eleição é coincidência.

De acordo com ele, o prazo de 120 dias que o governo do Estado tinha para apresentar uma proposta para a categoria venceu na semana passada. O prazo foi estabelecido no TRT em maio, após uma greve de 12 horas.

"Nós avisamos o governo do Estado que esse prazo cairia bem perto da eleição. Não fomos nós quem criamos essa situação, foram eles", disse o presidente do sindicato.

Em maio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a greve foi ato ilegal de "um grupelho radical, com motivação político-eleitoral".

A principal reivindicação do sindicato é em relação à participação nos resultados.

A entidade reclama que o Metrô quer pagar mais para funcionários de alto escalão.

"Programada para ser deflagrada a quatro dias das eleições municipais, e fora da data-base dos metroviários (maio), a greve, caso realizada, deixará sem transporte 4 milhões de passageiros", afirmou o Metrô, em nota.

A empresa diz que não se nega a negociar e que, caso a greve seja mantida, fará o possível para "proteger o direito dos usuários"

fonte: folhasp.com.br

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